Como tratar periodontite é uma dúvida comum entre pacientes que recebem o diagnóstico dessa inflamação mais profunda. Diferente da gengivite, a periodontite compromete o osso e os tecidos que sustentam os dentes. Por isso, o tratamento precisa ser mais completo e cuidadoso. Neste texto, você vai entender quais procedimentos são usados para controlar a doença e impedir que ela avance.
A periodontite exige um tratamento profundo, já que a inflamação atinge áreas que a escovação e o fio dental não alcançam. Assim, o objetivo principal é limpar as bolsas periodontais, remover tártaro acumulado e reduzir a inflamação para estabilizar o quadro.
Limpeza profunda: raspagem e alisamento radicular
O procedimento mais importante é a raspagem profunda, também chamada de RAR.
Durante o tratamento, o dentista remove o tártaro que ficou preso abaixo da gengiva. Além disso, a superfície da raiz é alisada para dificultar que novas bactérias se fixem.
Consequentemente, a inflamação reduz e a gengiva começa a se recuperar.
Controle da profundidade das bolsas
Após a raspagem profunda, é necessária uma reavaliação — geralmente entre 30 e 45 dias.
Nessa etapa, o profissional mede novamente as bolsas para verificar se a resposta ao tratamento foi satisfatória.
Assim, é possível identificar quais áreas precisam de atenção extra.
Quando o antibiótico é indicado
Em casos mais avançados, especialmente quando há infecção ativa, secreção ou dor intensa, o dentista pode prescrever antibióticos.
No entanto, essa indicação não substitui a raspagem profunda; ela apenas complementa o tratamento.
Cirurgia periodontal nos casos severos
Quando as bolsas são muito profundas, a cirurgia periodontal pode ser necessária.
Nesse procedimento, o profissional levanta a gengiva para acessar áreas impossíveis de alcançar com instrumentos convencionais.
Dessa forma, é possível limpar completamente a região e reduzir a profundidade das bolsas.
Manutenção periódica é indispensável
Após o controle inicial da doença, o paciente entra em manutenção periodontal, geralmente a cada 3 meses.
Isso é essencial, pois quem já teve periodontite possui maior risco de nova inflamação.
As consultas incluem:
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limpeza profissional
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avaliação da gengiva
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medição das bolsas
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reforço de orientações
Consequentemente, esse acompanhamento impede que a doença volte a avançar.
Há recuperação do osso perdido?
O osso destruído pela periodontite não volta naturalmente.
Porém, com o tratamento adequado, a doença pode ser estabilizada, evitando novas perdas ósseas.
Em alguns casos selecionados, procedimentos regenerativos podem ser indicados — mas dependem da anatomia e da extensão da destruição.
Por que iniciar o tratamento rapidamente?
Quanto mais cedo o paciente começa, maiores as chances de preservar os dentes.
Além disso, tratar a periodontite melhora o hálito, reduz a inflamação e pode até melhorar a resposta do organismo em outras áreas, como no controle do diabetes.
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